Ação Humana, 1949: um episódio dramático na história intelectual

O termo "drama" pode parecer deslocado em relação a um tomo sério a respeito das fundações de uma disciplina séria. Mas Ação Humana não é uma obra qualquer. Na época de seu lançamento, considerou-se que a obra foi escrita de maneira friamente rigorosa, articulando uma visão de mundo particular a um entendimento de mundo particular — isso quando se achava que essa visão de mundo e esse entendimento já tinham sido varridos do cenário profissional. O livro acabou sendo sumariamente descartado, e subsequentemente ignorado, como se não passasse do último suspiro de uma tradição intelectual decadente. Mas essa opinião estava terrivelmente equivocada.

Cinquenta anos de FEE; Cinquenta anos de progresso da economia austríaca

Nesta época do jubileu de ouro da FEE (Foundation for Economic Education), os pensamentos de um economista austríaco concentram-se naturalmente no papel central que a Fundação desempenhou na sobrevivência e ressurgimento da economia austríaca durante o século XX. O estado e as perspectivas da economia austríaca em 1996 são muito mais saudáveis ​​e promissoras do que há cinquenta anos. Este ensaio esboça brevemente alguns destaques dos desenvolvimentos ocorridos nessas cinco décadas e chama a atenção para a importante contribuição da FEE a esse respeito.

Realismo e Abstração em Economia: Aristóteles e Ludwig von Mises contra Milton Friedman

O autor mostra como a abstração é entendida na tradição aristotélica e usa a compreensão aristotélica de abstração para mostrar como o argumento de Friedman pró irrealismo é confuso. Mostra ainda que essa crítica aristotélica de Friedman está implícita na obra de Ludwig von Mises. Em seguida demonstra que existe um uso austríaco legítimo para modelos irreais, que não é o uso que Friedman imagina. Por fim, explica como a crítica austro-aristotélica de Friedman contribui para a controvérsia e para os debates austríacos sobre apriorismo metodológico.

Ludwig von Mises e Friedrich von Hayek: A moderna extensão do subjetivismo austríaco

Tomamos nota das contribuições separadas para a extensão do subjetivismo feitas por Mises e Hayek. Para Mises, a economia tornou-se uma ciência da ação humana (radicalmente subjetivista); Hayek delineou a tradução de teoremas econômicos em novas formas de compreensão em relação ao conhecimento dos seres humanos. Queremos argumentar aqui que essas contribuições separadas quando juntas não apenas constituem um passo decisivo do subjetivismo estático ao subjetivismo dinâmico, mas também, ao mesmo tempo, ajudam a articular uma compreensão subjetivista dos processos de mercado que constitui uma extensão autêntica do trabalho dos economistas da Escola Austríaca, em uma tradição que remonta a Menger.

A Escola Austríaca de Economia

O livro de Menger de 1871 é reconhecido na história do pensamento econômico (ao lado da Teoria da Economia Política de Jevons, de 1871, e Elementos da Economia Pura, de Walras, de 1874) como um componente central da "Revolução Marginalista". Em sua maior parte, os historiadores do pensamento enfatizaram as características do trabalho de Menger que se assemelham às de Jevons e Walras. Mais recentemente, seguindo especialmente o trabalho de W. Jaffé (1976), atenção tem sido dada aos aspectos das ideias de Menger que os diferenciam dos de seus contemporâneos. Uma série de estudos recentes (Grassl e Smith 1986) relacionaram esses aspectos singulares de Menger e dos primeiros economistas austríacos a correntes mais amplas na cena intelectual e filosófica do final do século XIX na Áustria.

Por que as línguas morrem?

A história dos idiomas do mundo é, em grande parte, uma história de esquecimento e declínio. Em torno de 8000 a.C, os linguistas estimam que existiam mais de 20.000 idiomas. Hoje, o número está em 6.909 e caindo rapidamente. Em 2100, é bem realista esperar que metade desses idiomas esteja extinto, seus últimos falantes mortos, suas palavras talvez registradas em um arquivo empoeirado em algum lugar, mas, provavelmente, completamente não documentadas.

As Origens do Nazismo

É uma falha fundamental acreditar que o nazismo é um renascimento ou uma continuação das políticas e mentalidades do ancien régime ou uma exibição do "espírito prussiano". Nada no nazismo adota a corrente de ideias e instituições da antiga história alemã. Nem o nazismo nem o pan-germanismo, do qual o nazismo provém e de quem a consequente evolução representa, é derivado do prussianismo de Frederico Guilherme I ou Frederico II, chamado o Grande.

Mises sobre a mente e o método

Tornou-se um truque popular entre as pessoas que não estão preparadas para lidar com os argumentos econômicos reais da Escola Austríaca tentar encerrar rapidamente o debate, esperneando, como zumbis, "não científica!" sem possuírem praticamente nenhuma familiaridade, além daquilo que foram ensinadas na graduação, com até mesmo as questões epistemológicas relativas às ciências naturais, e muito menos com as ainda mais negligenciadas questões epistemológicas das ciências sociais.

Economia e seus pressupostos éticos

Quando eu dei o título de "Pressupostos Éticos da Economia", meu primeiro pensamento foi "a economia não tem pressupostos éticos". Mas depois pensei que isto poderia não ser a melhor maneira de ganhar pontos aqui. Então eu vou falar sobre alguns sentidos em que a economia pode ter implicações para a ética.