Libertarianismo de Esquerda: Seu Passado, Seu Presente, Sua Perspectiva

Este movimento leva seu rótulo de libertarianismo de esquerda não a partir do uso comparativamente recente por Vallentyne et al. mas da "esquerda libertária" que emergiu da aproximação muito breve entre libertarianismo de livre mercado e a Nova Esquerda (New Left) que ocorreu na década de 1960 e 1970 através do trabalho de autores como Roy Childs, Karl Hess, Murray Rothbard, Carl Oglesby e Samuel Konkin.

Utilitarismo e Libertarianismo

Aqui está o argumento de uma sentença para o libertarianismo utilitarista: em comparação com outras instituições, os mercados fazem o melhor trabalho de promover a felicidade social sem depender de pessoas que tentam promover a felicidade social. Os mercados resolvem dois grandes problemas do utilitarismo. Primeiro, a maioria das pessoas não deseja maximizar a felicidade social em oposição à sua própria felicidade e à felicidade de um círculo relativamente pequeno de familiares e amigos. Em segundo lugar, mesmo que as pessoas desejem maximizar a felicidade social, elas geralmente não sabem como.

Mãos Invisíveis e Encantamento: A Mistificação do Poder do Estado

Quando, na teoria social libertária, são invocados mecanismos de mão invisível ou ordem espontânea, eles são apresentados, costumeiramente, como uma alternativa benigna ao poder do Estado. No entanto, há motivos para acreditar que o próprio poder do Estado igualmente depende, para sua manutenção, de mecanismos de ordem espontânea.

O Anarquismo de Mercado como Constitucionalismo

A suposição confusa de que um framework legal deve (ou sequer pode) ser externo ao que ele constringe tende a tornar a estrutura política invisível, exceto na medida em que ela é efetuada nas instituições familiares do monopólio estatal. E isto, por sua vez, ajuda a explicar o que os anarquistas frequentemente acham intrigante: a saber, a tendência entre não-anarquistas a tratar uma única instância malsucedida e indesejável de uma sociedade sem Estado como uma refutação do anarquismo per se - ao passo que ninguém considera uma única instância malsucedida e indesejável de um Estado como uma objeção decisiva contra o Estado como tal.

A conexão entre George Orwell e Friedrich Hayek

Orwell, um homem da “esquerda”, não poderia permanecer calado frente aos horrores do estalinismo. Duas vezes – durante a Guerra Civil Espanhola e, novamente, no início da Guerra Fria – ele se recusou a permitir que seus companheiros permanecessem cegos para onde o seu coletivismo os tinha levado e para onde poderia levá-los novamente. Ele foi chamado de ferramenta consciente do fascismo, uma acusação severa considerando que tinha ido à Espanha lutar contra o fascismo. (No entanto, por alguns centímetros, a bala que penetrou no seu pescoço na Espanha poderia nos ter negado as advertências posteriores, a Revolta dos Bichos e 1984. Nós nunca teríamos conhecido o real dano causado pelos fascistas).

Virtudes Burguesas?

Entender quais ideias éticas construíram o mundo moderno muda a forma como você observa a economia e a ciência econômica. Se a inovação foi consequência, como eu argumentaria, de uma nova dignidade e liberdade pelo exercício das virtudes burguesas, então poderíamos ficar modestamente felizes quanto a isso, sem cair no pecado do orgulho. Se nosso edifício burguês não cresceu fundado sobre o imperialismo, ou a exploração, ou a trocas desiguais, como eu também argumentaria, então poderíamos admirá-lo, embora com autocrítica.

Como o mercado está revolucionando a Etiópia

Enquanto líderes governamentais, ONGs e corporações elaboram estratégias para fornecer mais comida para as futuras gerações, Eleni Gabre-Madhin está adotando uma abordagem diferente. Preocupada com a escassez de comida que assolou o seu país natal, a Etiópia, em 2002 mesmo após as boas safras de 2000 e 2001, a economista formada em Stanford decidiu que era hora de pensar além da produção de comida e dar uma boa olhada na distribuição. O resultado? O primeiro mercado de commodities da África.

O livre mercado exige agentes racionais?

Duas viagens de avião me permitiram ler o livro Previsivelmente Irracional de Dan Ariely. Publicado em 2008, o livro de Ariely oferece uma abordagem popular ao campo crescente da “economia comportamental”. Esse campo combina economia e psicologia (e, às vezes, neurociência) para tentar descobrir se as pessoas sempre se comportam da forma pela qual o modelo econômico do agente racional informa, e se não, por que não. Os economistas comportamentais usam métodos experimentais para ver como as pessoas reagirão a várias situações de escolha e determinar se selecionarão a opção maximizadora de utilidade, como o modelo econômico padrão diz que iriam.

O mito do império da lei

Neste artigo, eu argumentarei que essa é uma falsa dicotomia. Especificamente, eu pretendo estabelecer três pontos: 1) não existe um governo de leis e não pessoas; 2) a crença de que existe serve ao propósito de manter o suporte público à estrutura de poder da sociedade; e 3) o estabelecimento de uma sociedade realmente livre requer o abandono do mito do império da lei.

Livre mercado não significa ser pró empresas

Uma agenda de “livre mercado” é a mesma coisa que uma agenda “pró empresas”? Economistas da linha libertária se veem frustrados com tal fato, pois o nosso entusiasmo pelos mercados livres é frequentemente mal entendido como entusiasmo por certas formas de empresas ou interesses corporativos. No entanto, somente porque algo é bom para a empresa General Motors não significa que é necessariamente bom para os Estados Unidos.