Rawlsianismo e Libertarianismo

Neste capítulo, vou me concentrar em explicar as defesas tomasianas e gausianas do liberalismo clássico comparando-as com as abordagens de Rawls em A Theory of Justice e Political Liberalism, respectivamente. Tomasi segue mais diretamente Rawls, enquanto as primeiras versões de Gaus da razão pública liberal antecedem Political Liberalism, mas mostram fortes semelhanças com a abordagem rawlsiana. No final, vou explorar sua compatibilidade.

Libertarianismo de Esquerda: Seu Passado, Seu Presente, Sua Perspectiva

Este movimento leva seu rótulo de libertarianismo de esquerda não a partir do uso comparativamente recente por Vallentyne et al. mas da "esquerda libertária" que emergiu da aproximação muito breve entre libertarianismo de livre mercado e a Nova Esquerda (New Left) que ocorreu na década de 1960 e 1970 através do trabalho de autores como Roy Childs, Karl Hess, Murray Rothbard, Carl Oglesby e Samuel Konkin.

Anarquismo Libertário: Respostas a Dez Objeções

Uma objeção é a de que, na anarquia, o crime organizado tomará conta. Bem, poderia acontecer. Mas será provável? O crime organizado ganha poder por especializar-se em fazer coisas ilegais – coisas como drogas e prostituição e assim por diante. No decorrer dos anos quando o álcool era proibido o crime organizado especializou-se no comércio de álcool. Hoje, não é tão grande no comércio de álcool. Então o poder do crime organizado, em grande parte, depende do poder do governo. Ele é uma espécie de parasita das atividades do governo. Os governos, ao proibirem coisas, criam mercados paralelos. Os mercados paralelos são atividades perigosas de desempenhar porque você terá de preocupar-se tanto com o governo quanto com outras pessoas astuciosas que entram na área de mercado paralelo. O crime organizado especializa-se nisso. Acho, assim, que o crime organizado seria mais fraco, não mais forte, num sistema libertário.

Entrevista à revista Piauí: Anarcocapitalismo

Entrevista completa de Giácomo de Pellegrini, responsável pelo Sociedade Aberta, ao jornalista Vitor Hugo Brandalise da revista Piauí no dia 09 de maio de 2019.

Nações não ganham ou perdem com o comércio, indivíduos sim.

Agora vamos definir o conjunto de todos os seres humanos que residem dentro dos limites de uma determinada nação, digamos, os Estados Unidos da América. Chame essas pessoas de elementos do conjunto P. Agora colete dados sobre todas as transações entre os membros do grupo P e os membros do grupo Q, que consiste de todos os seres humanos que residem fora dos EUA. Qual significado econômico podemos atribuir ao agregado de fluxos monetários entre membros do conjunto P e membros do conjunto Q? Resposta correta: nenhum.

Como as falhas de Kant são virtudes mal aplicadas

Em resumo, as ligações que Rand via eram as seguintes. Em metafísica e epistemologia, Kant – de acordo com a interpretação randiana – nega que a mente humana possa conhecer a realidade; tudo que se pode conhecer é um mundo de aparências construído pelo aparato cognitivo. Em ética, Kant demanda que a felicidade seja sacrificada em nome do dever sempre que haja conflito entre os dois (o que, segundo ele, ocorre com frequência).

Contratualismo e Libertarianismo

Contrato social é uma teoria sobre os fundamentos de uma certa classe de teorias normativas - morais e políticas. Começamos explicando o ponto de uma teoria fundacionalista e das vantagens desse tipo de teoria particular. Passamos então para a natureza especificamente moral e política da teoria resultante, concluindo com o argumento do libertarianismo como a produção básica da teoria. Teorias desse tipo realizam algo importante - mas não se aproximam de tudo, e também reconheceremos seus limites.

A teoria de propriedade rousseauniana de Kant

Concordo com o Dr. White de que os princípios básicos que Kant defende – especificamente, a proibição de tratar pessoas como meros meios – o conscreve a uma política, em geral, libertária, e que o filósofo segue as implicações dessa defesa em medida razoável. Contudo, estou menos convencido pelas tentativas de White de diminuir a centralidade de alguns desvios de Kant dessas implicações.

Kant: Liberal, iliberal ou ambos?

Já que é possível que pensadores cometam erros ao derivar implicações práticas de seus princípios, a questão “quão bom como liberal clássico é Kant?” deve ser diferenciada da questão “quão boa é a fundação para o liberalismo clássico que a filosofia de Kant fornece?”

Ética Kantiana e Libertarianismo

Immanuel Kant (1724-1804) foi um dos filósofos mais influentes de todos os tempos. Seu trabalho foi tanto exemplar do Iluminismo quanto, em alguns aspectos, profundamente crítico dele. Ele fez contribuições importantes a todos os principais subcampos da filosofia, e poucas investigações filosóficas desde seu tempo foram capazes de contornar as questões que ele levantou. Resumir o trabalho de tal figura pode ser difícil, mas deve-se dizer primeiro que Kant era acima de tudo um defensor da livre investigação e do poder da razão humana. Embora ele identificasse certos tópicos particulares sobre os quais acreditava que a razão era obrigada a permanecer em silêncio, ele não negou o poder dela em nenhum outro caso. Pelo contrário, afirmou-a.