Cidades, Mercadores e Liberdade

O presente artigo tem por objetivo explorar uma dessas sociedades: a “sociedade dos burgos”. Será abordado como ela nasceu e em que contexto isso aconteceu, como prosperou e como se deu seu fim.

A economia subjetivista de James Buchanan

Buchanan escreveu, “a 'ordem' do mercado emerge somente do processo de troca voluntária entre os indivíduos participantes. A 'ordem' é, propriamente, definida como o resultado do processo que a produz. Ela, o resultado da alocação e distribuição, não pode existir independente do processo de troca. Ausente esse processo, não existe e nem pode existir uma 'ordem'”.

Contratos de escravidão e direitos inalienáveis: uma formulação

O libertarianismo significa a máxima liberdade individual - e, assim, é contra qualquer tipo de escravidão. No entanto, o libertarianismo também significa autopropriedade; e o que eu possuo, tenho direito de vender. Aparentemente, então, o libertarianismo sanciona a legitimidade de se vender à escravidão e de fazer valer o contrato de escravidão contra aqueles que mudarem de ideia. Assim, parece que os ideais de autopropriedade e santidade do contrato podem entrar em conflito com o ideal de máxima liberdade e de rejeição da escravidão. Como este conflito pode ser resolvido?

O legado da Grécia Antiga para a liberdade: A escolha de Aquiles

Long começa uma série sobre a herança deixada pela Grécia Antiga ao libertarianismo com uma discussão sobre Aquiles e a atitude homérica frente à guerra e à glória. (1/27)

Liberalismo vs. Fascismo

E Spencer viu a Inglaterra começando a seguir os passos da Alemanha; ele observou com alarme "uma extensão manifesta do espírito militarista e da disciplina entre a polícia, que, usando chapéus em forma de capacete, começando a carregar revólveres e se encarando como meio soldados, passou a falar do povo como 'civis' ", e ele se opôs à "crescente assimilação das forças voluntárias ao exército regular, passando a propor a disponibilização no exterior, para que, em vez de ações defensivas para as quais foram criadas, possam ser usadas como ações ofensivas."

Direitos às armas como restrições deônticas

Para argumentar que a proibição não viola os direitos de ninguém, Dixon e McMahan devem sustentar que todos os indivíduos ficam mais seguros com a proibição de armas; nenhum risco individual de sofrer crimes violentos aumenta. Mas isso é certamente falso. Considere o caso da mulher que quer comprar uma arma para se proteger de seu ex-marido mentalmente instável e afastado. O ex-marido a supera em 40 kg. Ele já abusou dela antes. A polícia não pode ou não irá protegê-la; eles não estacionarão um carro na frente da casa dela a noite toda, nem enviarão um oficial para segui-la o dia inteiro. Ela não tem esperança de se defender sem uma arma. Ela não está mais segura se ela e o ex-marido forem legalmente proibidos de comprar armas; ela irá ficar à sua mercê.

Igualdade: O Ideal Desconhecido

Dada a vasta desigualdade de autoridade entre o aparato estatal e seus súditos — ou seja, dada a vasta desigualdade socioeconômica entre eles —, como é possível que aqueles que se consideram tão dedicados à igualdade humana prontamente se tornem apologistas do Estado? Isso é algo que atordoa os libertários. Não dá para entender como é que aqueles que demonstram tamanha sensibilidade em relação a restrições de escolha e a diferenças de poder de barganha, quando estas derivam de fatores de mercado, se tornam tão incrivelmente cegos para as restrições de escolha e os desiguais poderes de barganha gerados pelo braço armado do Estado, o qual tem plenos poderes para impingir suas demandas por meio da violência legalizada.

Anarquismo e Libertarianismo

"Libertarianismo" é entendido como um termo para uma ideologia política específica, descrito como sinônimo de anarquismo e, mais precisamente, o anarquismo comunista de Joseph Dejacque (1821-1864), cujo uso de "libertaire" nesse sentido data de 1857 - embora os anarquistas individualistas também tenham adotado o termo. Atualmente, no entanto, o termo "libertarianismo" é frequentemente associado, principalmente nos países de língua inglesa, a um movimento que defende mercados livres, propriedade privada e laissez-faire econômico, geralmente repousando ou na eficiência do sistema de preços como coordenando planos individuais ou então, sobre um princípio ético de autopropriedade ou não-agressão, que é levado a definir direito individuais contra interferência externa forçada nas pessoas e propriedade (justamente adquirida).

As “leis dos guetos” da Dinamarca mostram como o Estado de bem-estar social cria conflitos

Recentemente, o Parlamento aprovou a maioria das leis controversas em um pacote de 22 propostas, conhecido localmente como "pacote do gueto". Entre essas leis estão planos de educar à força crianças imigrantes na alfândega dinamarquesa por 25 horas por semana, o dobro da punição por crimes cometidos em certos bairros de maioria imigrante e maior vigilância de “famílias de guetos” designadas pelo governo.

O lado hobbesiano de Kant

Uma das diferenças cruciais entre Locke e Hobbes é que este vê a cooperação, ou ao menos algo que se aproxime de cooperação em larga escala ou longo prazo, como irracional e, por consequência, instável na ausência de governo. Isso se dá pois ninguém tem razão para cooperar a não ser que primeiro haja motivo para esperar que a outra parte coopere também, e nisso não se pode confiar a não ser que haja um sistema estatal para punir aqueles que não cooperam. Daí que para Hobbes o estado de natureza é inevitavelmente um estado de guerra.