A economia subjetivista de James Buchanan

Buchanan escreveu, “a 'ordem' do mercado emerge somente do processo de troca voluntária entre os indivíduos participantes. A 'ordem' é, propriamente, definida como o resultado do processo que a produz. Ela, o resultado da alocação e distribuição, não pode existir independente do processo de troca. Ausente esse processo, não existe e nem pode existir uma 'ordem'”.

O Conceito de Liberalismo no Brasil (1750-1850)

O objetivo deste artigo é examinar o conceito de liberalismo no Brasil durante a passagem do século XVIII para o XIX, destacando algumas especificidades do discurso brasileiro em relação à Europa e aos demais países americanos. Além disso, o liberalismo é abordado em seus desdobramentos conceituais imediatos (liberais, governo representativo, constituição) e seus contra-conceitos (absolutismo, despotismo, corcundismo), tanto no contexto dos debates da época da independência, como também no desenrolar da luta político-partidária da primeira metade do século XIX.

Rawlsianismo e Libertarianismo

Neste capítulo, vou me concentrar em explicar as defesas tomasianas e gausianas do liberalismo clássico comparando-as com as abordagens de Rawls em A Theory of Justice e Political Liberalism, respectivamente. Tomasi segue mais diretamente Rawls, enquanto as primeiras versões de Gaus da razão pública liberal antecedem Political Liberalism, mas mostram fortes semelhanças com a abordagem rawlsiana. No final, vou explorar sua compatibilidade.

Entrevista à revista Piauí: Anarcocapitalismo

Entrevista completa de Giácomo de Pellegrini, responsável pelo Sociedade Aberta, ao jornalista Vitor Hugo Brandalise da revista Piauí no dia 09 de maio de 2019.

Nações não ganham ou perdem com o comércio, indivíduos sim.

Agora vamos definir o conjunto de todos os seres humanos que residem dentro dos limites de uma determinada nação, digamos, os Estados Unidos da América. Chame essas pessoas de elementos do conjunto P. Agora colete dados sobre todas as transações entre os membros do grupo P e os membros do grupo Q, que consiste de todos os seres humanos que residem fora dos EUA. Qual significado econômico podemos atribuir ao agregado de fluxos monetários entre membros do conjunto P e membros do conjunto Q? Resposta correta: nenhum.

Kant: Liberal, iliberal ou ambos?

Já que é possível que pensadores cometam erros ao derivar implicações práticas de seus princípios, a questão “quão bom como liberal clássico é Kant?” deve ser diferenciada da questão “quão boa é a fundação para o liberalismo clássico que a filosofia de Kant fornece?”

Intuicionismo ético e Libertarianismo

Sou um defensor de duas visões filosóficas controversas: a intuição ética e o libertarianismo. O intuicionismo ético é uma teoria geral sobre a natureza dos valores e nosso conhecimento. A teoria é logicamente consistente com quase qualquer visão moral ou política. No entanto, certas visões éticas são especialmente naturais para um intuicionista manter. Além disso, essas visões éticas se encaixam naturalmente na filosofia política libertária. Então, embora eu não afirme que o libertarianismo possa ser derivado do intuicionismo ético, penso que o intuicionismo libertário é uma posição muito natural e coerente. No que se segue, pretendo explicar por quê.

Adam Smith (1723-1790)

Com "A Riqueza das Nações", Adam Smith se estabeleceu como a principal fonte do pensamento econômico contemporâneo. Dessa fonte beberam David Ricardo e Karl Marx no século XIX, além de Keynes e Friedman no século XX.

Os intelectuais e o socialismo

Em todos os países que adotaram o socialismo, a fase do desenvolvimento em que o socialismo se torna uma influência determinante na política foi precedida por muitos anos por um período durante o qual os ideais socialistas governavam o pensamento dos intelectuais mais ativos. Na Alemanha, esse estágio havia sido alcançado no final do século passado; na Inglaterra e na França, na época da Primeira Guerra Mundial. Para o observador casual, pareceria que os Estados Unidos haviam chegado a essa fase após a Segunda Guerra Mundial e que a atração de um sistema econômico planejado e dirigido é hoje tão forte entre os intelectuais americanos quanto entre os seus colegas alemães ou ingleses. A experiência sugere que, uma vez que esta fase tenha sido alcançada, é apenas uma questão de tempo até que as visões agora mantidas pelos intelectuais se tornem a força governante da política.

As Origens do Nazismo

É uma falha fundamental acreditar que o nazismo é um renascimento ou uma continuação das políticas e mentalidades do ancien régime ou uma exibição do "espírito prussiano". Nada no nazismo adota a corrente de ideias e instituições da antiga história alemã. Nem o nazismo nem o pan-germanismo, do qual o nazismo provém e de quem a consequente evolução representa, é derivado do prussianismo de Frederico Guilherme I ou Frederico II, chamado o Grande.