Por que os intelectuais se opõem ao capitalismo?

A oposição dos intelectuais forjadores de palavras ao capitalismo é um fato de transcendência social. Dá forma a nossas ideias e imagens da sociedade; estabelece as alternativas de atuação que analisam as administrações. Entre tratados e lemas, eles nos proporcionam as frases com que nos expressamos. Sua oposição é importante, especialmente em uma sociedade (usualmente denominada “pós-industrial”) que cada vez depende mais da formulação explícita da propagação da informação.

Os intelectuais e o socialismo

Em todos os países que adotaram o socialismo, a fase do desenvolvimento em que o socialismo se torna uma influência determinante na política foi precedida por muitos anos por um período durante o qual os ideais socialistas governavam o pensamento dos intelectuais mais ativos. Na Alemanha, esse estágio havia sido alcançado no final do século passado; na Inglaterra e na França, na época da Primeira Guerra Mundial. Para o observador casual, pareceria que os Estados Unidos haviam chegado a essa fase após a Segunda Guerra Mundial e que a atração de um sistema econômico planejado e dirigido é hoje tão forte entre os intelectuais americanos quanto entre os seus colegas alemães ou ingleses. A experiência sugere que, uma vez que esta fase tenha sido alcançada, é apenas uma questão de tempo até que as visões agora mantidas pelos intelectuais se tornem a força governante da política.