Lições da Suécia para os EUA

Noventa e sete por cento da receita tributária sueca proveniente da renda provém de impostos proporcionais sobre a folha de pagamento e impostos fixos regionais, fixados em cerca de um terço da renda de todos. Apenas 3% da receita total do imposto de renda provém da “tributação dos ricos” especificamente. O sistema dos EUA é muito mais progressivo. De acordo com a última comparação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os 10% do topo nos Estados Unidos pagam 45% do total dos impostos de renda. Na Suécia, é menos de 27%. Se Sanders e a senadora Elizabeth Warren (D-NH) reclamam que os ricos dos EUA não pagam seu "quinhão", eles realmente odiariam o modelo sueco.

Adam Smith (1723-1790)

Com "A Riqueza das Nações", Adam Smith se estabeleceu como a principal fonte do pensamento econômico contemporâneo. Dessa fonte beberam David Ricardo e Karl Marx no século XIX, além de Keynes e Friedman no século XX.

A queda da República

Por aproximadamente cinco séculos, Res Publica Romana – a República Romana – deu ao mundo um nível sem precedentes de direitos individuais e império da lei. Quando a república se esvaiu, o mundo não veria essas maravilhosas conquistas novamente por mil anos.

Nunca existiu um projeto de país

Existe um mito no imaginário nacional sobre um suposto “projeto de nação”. Ele está presente em teses acadêmicas e discursos políticos, sempre se apresentando como um tributo nostálgico a algum período autoritário da história do país. A ideia subjacente à lenda do projeto é que o autoritarismo, seja o de Vargas ou o da ditadura militar, era dotado de propósito, existia sentido em suas providências. Nele a condução dos negócios públicos não era prejudicada pela confusão de interesses divergentes e paroquiais como ocorre hoje em dia.