Prelúdio para a Primeira Guerra Mundial

Uma série de crises nos anos anteriores a 1914 solidificaram a Tríplice Entente ao ponto que os alemães sentiam que encaravam um “cerco” por forças superiores. Em 1911, quando a França tornou completa sua subjugação do Marrocos, a Alemanha se opôs veementemente. A crise subsequente revelou o quão próximas a Grã-Bretanha e a França tinham se tornado, conforme seus chefes militares discutiam enviar uma força expedicionária britânica ao longo do Canal em caso de guerra. Em 1913, um acordo naval secreto garantia que, no caso de hostilidades, a Marinha Real assumiria a responsabilidade de proteger a costa do Canal Francês enquanto a França manteria guarda no Mediterrâneo. “A entente Anglo-Francesa agora era praticamente uma aliança militar”. Na democrática Grã-Bretanha, tudo isso foi feito sem o conhecimento do povo, do parlamento, ou até mesmo do resto do governo.

Livro: O problema da autoridade política

Quem deveria ler esse livro? As questões abordadas aqui são relevantes para qualquer pessoa interessada em política e governo. Espero que meus colegas filósofos aproveitem, mas também espero que alcance além desse pequeno grupo. Portanto, tentei minimizar o jargão acadêmico e manter a redação o mais clara e direta possível. Não pressuponho nenhum conhecimento especializado.

Guerra e defesa da sociedade

Outros pensadores mantêm uma posição quase oposta: os preparativos militares tornam a guerra mais provável do que menos. Uma razão é que os líderes que acreditam que sua nação está bem preparada para a guerra ou que se consideram comandantes de grandes forças militares podem se comportar de maneira mais agressiva nas interações entre Estados, provocando respostas mais agressivas de outros. Um segundo problema é que a manutenção de um exército permanente cria uma classe permanente na sociedade com interesse econômico em guerra - militares, fabricantes de armas e outros que negociam com militares - e esse "lobby de guerra" pode promover suspeitas a nações estrangeiras e apoiar líderes agressivos que têm maior probabilidade de iniciar ou escalar conflitos. Um terceiro problema é que, apesar da popularidade do ditado "se você deseja paz, prepare-se para a guerra", países estrangeiros têm menos probabilidade de tomar seus preparativos de guerra como evidência de desejos pacíficos do que como evidência de intenções hostis. A suspeita e hostilidade gerada em nações estrangeiras aumentará a probabilidade de espirais de conflito que levam à guerra.

O bom senso me fez um pacifista

Algumas definições de pacifismo especificam oposição a qualquer forma de violência, até mesmo autodefesa, mas isso pra mim é muito amplo. Eu não sou um pacifista porque me oponho à autodefesa, mas porque é praticamente impossível lutar em uma guerra em autodefesa. Mesmo se militares deliberadamente tentarem não atingir civis, eles certamente vão colocar suas vidas em perigo. Se um policial lutar contra o crime da forma como a qual exércitos "civilizados" fazem guerra, nós o colocaríamos na cadeia.

A desigualdade causou a Primeira Guerra Mundial? Contra Hobson-Lênin-Milanovic

Em uma pequena seção no seu novo livro, Branko Milanovic argumenta que a Primeira Guerra Mundial foi causada em última análise pela desigualdade de renda e riqueza entre os países beligerantes, ressuscitando as ideias de John A. Hobson, Rosa Luxemburgo e Lênin. O argumento básico: alta desigualdade doméstica → 'subconsumo' das massas e poupança de ‘excedente’ pelas elites → exportação de capitais, isto é, procura por destinos além-mar de investimentos → a “disputas por colônias” e imperialismo → (uma causa maior da) GUERRA.

Eu examino cada elemento nessa linha de raciocínio e rejeito a visão da “Primeira Guerra Mundial endógena”.

Intervenção: Uma história de sucesso!

Um pequeno histórico de algumas intervenções externas norte-americanas na garantia da paz mundial... forever!