A nova astrologia

Nos mundos hipotéticos dos mercados racionais, onde grande parte da teoria econômica é definida, talvez. Mas a história do mundo real conta uma história diferente, de modelos matemáticos disfarçados de ciência e de um público ansioso por comprá-los, confundindo equações elegantes com precisão empírica.

A pílula da clareza, parte 2 de 5: Uma teoria do erro generalizado

Colocar uma igreja no comando do governo não é colocar Deus no comando do governo. Colocar um mercado da verdade no comando do governo não é colocar a verdade no comando do governo.

Pesquisa acadêmica – Quem precisa dela?

Seria interessante ter alguma forma de avaliação do valor típico de uma parte da pesquisa acadêmica. Talvez a maioria das pesquisas seja intrinsecamente valiosa? Produz benefícios para os acadêmicos? Produz benefícios para a sociedade? Se produzem benefícios, são grandes ou pequenos? Não vou comentar sobre o valor intrínseco. Quanto ao resto, acho que os benefícios da grande maioria das pesquisas acadêmicas são pequenos, isso na melhor das hipóteses, possivelmente negativos e não cobre os custos.

O golpe mais antigo do mundo: a academia

Às vezes, sinto como se minha profissão fosse uma farsa gigante. Não quero dizer que não estamos fazendo nada de valor. Quero dizer que o que as pessoas pensam que estamos fazendo, o que explica por que nos pagam tanto, não é o que realmente estamos fazendo. E, quando penso nisso, às vezes me pergunto quanto tempo levará para o mundo perceber, parar de nos dar toneladas de verbas e quando a maioria de nós terá que buscar por empregos reais. Isso pode ser bom para a sociedade, mas espero que isso não aconteça antes de me aposentar.

Economia do bem-estar social: uma perspectiva austríaca moderna

Depois que identificamos o erro genuíno como um culpado responsável por uma falha do sistema econômico de uma sociedade em cumprir suas funções com sucesso, nos colocamos em posição de apreciar o significado desta segunda norma de coordenação. Sem o fenômeno da ignorância total, como vimos, nosso primeiro conceito de coordenação (como seu equivalente paretiano) acabou sendo de pouco interesse normativo. Afinal, observamos que, dada a ausência de ignorância total, todas as atividades devem ser realizadas da melhor maneira possível. Mesmo que algumas atividades estejam sendo realizadas 'erroneamente', por causa de informações incompletas, vimos, dificilmente poderíamos descrevê-las como subótimas ou 'erradas' - afinal, elas se aproveitavam de todos os fragmentos de informações que julgavam valiosas disponíveis.

Problemas do conhecimento e suas soluções: algumas distinções relevantes

Nossa discussão neste capítulo explora o significado do problema do conhecimento disperso, sondando a legitimidade da extensão de Hayek de sua visão original e estritamente econômica para aplicar à civilização em geral e a suas várias instituições em particular.

Planejamento econômico e o problema do conhecimento

Não se resolve o problema do conhecimento disperso postulando preços que irão com o tempo gerar decisões que se ajustam. O conhecimento disperso é precisamente a razão para a bem realística possibilidade de que os mercados num dado momento são incapazes de se equilibrarem e assegurarem a ausência de recursos desperdiçados. A verdade é que o mercado possui armas para combater (se não derrotar completamente) o problema do conhecimento disperso. Essas armas estão incorporadas no funcionamento do sistema de preços, mas não no funcionamento de um sistema hipotético de preços de equilíbrio.

Economia e Conhecimento

A ambiguidade do título deste artigo não é acidental. Seu tema principal é, obviamente, o papel que os pressupostos e as proposições acerca do conhecimento, possuídos pelos diferentes membros da sociedade, desempenham na análise econômica. Mas isto não está, de forma alguma, desconectado da outra questão que poderia ser discutida sob o mesmo título – a questão de em que medida a análise econômica formal transmite qualquer conhecimento a respeito do que ocorre no mundo real.