por Ralph Raico

[ Prelude to World War I. Trecho extraído do livro Great Wars and Great Leaders: A Libertarian Rebuttal (2010) – Tradução de Robson da Silva ]

Com a Guerra Mundial, a humanidade entrou em uma crise que não pode ser comparada com nada antes na história […] Na crise mundial cujo começo estamos vivenciando, todos os povos do mundo estão envolvidos […] A Guerra se tornou mais temerosa porque é travada com todos os meios da técnica altamente desenvolvida que a economia livre criou […] Nunca o indivíduo esteve mais tiranizado desde a eclosão da Guerra Mundial e especialmente da revolução mundial. Ninguém pode escapar da técnica policial e administrativa dos dias atuais.

Ludwig von Mises (1919)1

A Primeira Guerra Mundial é o ponto de virada do século XX. Se a guerra não tivesse ocorrido, os Hohenzollerns prussianos provavelmente teriam permanecido como os líderes da Alemanha, com seu conjunto de reis subordinados e a nobreza no comando dos Estados alemães menores. Quaisquer que fossem os ganhos que Hitler pudesse ter obtido nas eleições ao Reichstag, poderia ter erguido sua ditadura totalitária e exterminacionista no meio dessa poderosa superestrutura aristocrática? Dificilmente. Na Rússia, os poucos milhares de revolucionários comunistas de Lenin confrontariam o imenso exército do Império Russo, o maior do mundo. Para Lenin ter alguma chance de sucesso, esse grande exército tinha primeiro que ser pulverizado, que foi exatamente o que os alemães fizeram. Então, um século XX sem a Grande Guerra poderia muito bem ter significado um século sem nazistas ou comunistas. Imagine só. Foi também o ponto de virada na história da nação americana, que sob a liderança de Woodrow Wilson desenvolveu-se em algo radicalmente diferente do que tinha sido antes. Por isso a importância das origens dessa guerra e, é claro, suas consequências.

Introdução

Em 1919, quando a carnificina nos frontes de batalha finalmente terminou, os vitoriosos reuniram-se em Paris para planejar uma série de tratados de paz. Eles foram devidamente assinados por representantes de quatro das cinco nações derrotadas, Alemanha, Áustria, Hungria e Bulgária (o acordo final com a Turquia veio em 1923), cada um assinado em um dos palácios vizinhos. A assinatura do tratado mais importante, o tratado com a Alemanha, aconteceu no grande Palácio de Versalhes. O Artigo 231 do Tratado de Versalhes diz:

Os Aliados e os Governos Associados afirmam e a Alemanha aceita a responsabilidade da Alemanha e seus aliados por causar todas as perdas e danos em que os Aliados, os Governos Associados e seus cidadãos foram sujeitos como consequência da guerra imposta a eles pela agressão da Alemanha e seus aliados.2

Era algo inédito na história das negociações de paz, aqueles que perderam uma guerra deviam admitir sua culpa por começá-la. O fato da “cláusula de culpa da guerra” implicar na responsabilidade da Alemanha por reparações grandes, mas não-declaradas, colocou mais fogo na controvérsia sobre quem deveria ser culpado pela eclosão do confronto. Isso imediatamente tornou-se, e permaneceu, uma das questões mais discutidas em todas as obras históricas. Quando os bolcheviques chegaram ao poder, alegremente abriram os arquivos czaristas, publicando documentos que incluíam alguns dos tratados secretos dos países da Entente para dividir os espólios depois do término da guerra. O propósito deles era embaraçar os governos “capitalistas” hipócritas, que insistiam na pureza virgem de sua causa. Esse movimento contribuiu para que outras nações tornassem públicos seus próprios documentos mais cedo do que o esperado.

No período entreguerras, um consenso desenvolveu-se entre os estudiosos de que a cláusula de culpa da guerra do Tratado de Versalhes era historicamente sem valor. Provavelmente a interpretação mais respeitável era a de Sidney Fay, que dividiu uma maior responsabilidade entre a Áustria, a Rússia, a Sérvia e a Alemanha.3 Em 1952, um comitê de proeminentes historiadores franceses e alemães concluiu:

Os documentos não permitem qualquer atribuição, a qualquer governo ou nação, de um desejo premeditado de Guerra Europeia em 1914. A desconfiança estava em seu auge, os líderes eram dominados pelo pensamento de que a guerra era inevitável; todos pensavam que o outro lado estava pensando em agressão […].4

Esse consenso foi questionado em 1961 com a publicação do livro de Fritz Fischer chamado Griff nach der Weltmacht (“Corrida pelo Poder Mundial”). Na formulação final dessa interpretação, Fischer e os estudiosos que o seguiram afirmaram que em 1914 o governo alemão deliberadamente inflamou uma guerra europeia com o intuito de impor sua hegemonia sobre a Europa.5 (Imagine se todos os historiadores fossem assim tão cínicos em relação aos motivos de seus próprios Estados). Os pesquisadores da Escola de Fischer forçaram certas revisões menores na antiga versão geralmente aceita.

Mas o pêndulo historiográfico atualmente se moveu demais na direção de Fischer. Historiadores estrangeiros tenderam a aceitar sua análise por completo, talvez porque ela encaixava em sua “imagem da história alemã, determinada em grande parte pela experiência da Alemanha de Hitler e a Segunda Guerra Mundial”.6 Os editores americanos de uma obra de referência sobre a Primeira Guerra Mundial, por exemplo, declararam abertamente que “o Kaiser e o Escritório Estrangeiro [Alemão] […] juntamente com o General Staff […] propositadamente usaram a crise [causada pelo assassinato de Franz Ferdinand] para gerar uma guerra europeia geral. A verdade é simples, agradavelmente simples”.7

Bem, talvez não tão simples. Fritz Stern alertava que, enquanto a lenda propagada no período entreguerras por alguns historiadores nacionalistas alemães da inocência completa de seu governo “foi efetivamente explodida, em alguns lugares houve uma tendência de criar uma lenda contrária sugerindo a culpa completa da Alemanha, e, portanto, perpetuando a lenda de uma forma diferente”.8

Prelúdio para a Guerra

As raízes da Primeira Guerra Mundial estão cravadas nas últimas décadas do século XIX.9 Depois da derrota da França pela Prússia, o surgimento em 1871 de um grande Império Alemão alterou consideravelmente o equilíbrio de forças na Europa. Por séculos, as terras alemãs serviram como campo de batalha para as potências europeias, que exploraram a desunião do território para seu próprio engrandecimento. Agora as habilidades políticas do ministro prussiano Otto von Bismarck e o poder do exército prussiano criaram o que claramente era um importante poder continental, estendendo-se da França até as fronteiras russas, e do Báltico até os Alpes.

Uma das maiores preocupações de Bismarck, que serviu por outras duas décadas como ministro prussiano e chanceler alemão, era preservar a recém-construída unidade, o Segundo Reich. Acima de tudo, a guerra tinha que ser evitada. Terminada a guerra franco-prussiana o Tratado de Frankfurt obrigou a França a ceder a Alsácia e metade de Lorena, uma perda que os franceses não iriam admitir para sempre. Com o objetivo de isolar a França, Bismarck planejou um sistema de tratados de defesa com a Rússia, a Áustria-Hungria e a Itália, garantindo que a França não encontrasse nenhum parceiro para um ataque à Alemanha.

Em 1890, o antigo chanceler foi substituído pelo novo Kaiser, Wilhelm II. No mesmo ano, a Rússia subitamente foi liberada da aliança com a Alemanha pela expiração e não-renovação do “Tratado de Resseguro”. Uma movimentação diplomática começou em Paris para ganhar da Rússia uma aliança que poderia ser usada para posteriores propósitos franceses, tanto defensivos quanto ofensivos.10 As negociações entre os líderes civis e militares dos dois países produziu, em 1894, um tratado militar franco-russo, que permaneceu efetivo ao longo do começo da Primeira Guerra Mundial. Neste tempo era entendido, como o General Boisdeffre disse ao Czar Alexander III, que “mobilização significa guerra”. Mesmo uma mobilização parcial da Alemanha, Áustria-Hungria ou Itália era para ser respondida com uma mobilização total da França e da Rússia, e a abertura de hostilidades contra todos os três membros da Tríplice Aliança.11

Nos anos que se seguiram, a diplomacia francesa continuou a ser, como Laurence Lafore escreveu, “deslumbrantemente brilhante”.12 Os alemães, pelo contrário, iam pulando de erro em erro; o pior deles foi a iniciação de uma corrida armamentista naval com a Grã-Bretanha. Quando a última finalmente decidiu abandonar sua aversão tradicional aos envolvimentos em tempos de paz com outras potências, a França elaborou um Entente cordiale, ou “entendimento cordial”, entre as duas nações. Em 1907, com o cordial encorajamento da França, a Inglaterra e a Rússia resolveram vários pontos de contenção, e a Tríplice Entente surgiu, confrontando a Tríplice Aliança.

Entretanto, as duas alianças diferenciavam-se grandemente em força e coesão. Grã-Bretanha, França e Rússia eram potências mundiais. A Áustria e a Itália eram as mais fracas das potências europeias; além disso, a falta de confiabilidade da Itália como uma aliada era notória, enquanto a Áustria-Hungria, composta por várias nacionalidades-feudos, mantinha-se unida apenas por fidelidade à antiga dinastia Habsburg. Em uma era de nacionalismo desenfreado, essa fidelidade estava desgastada em vários locais, especialmente entre os subordinados sérvios à Áustria. Muitos desses sentiam uma maior ligação ao Reino da Sérvia, onde, por sua vez, nacionalistas fervorosos olhavam além para a criação de uma Grande Sérvia, ou talvez mesmo um reino de todos os eslavos do sul – uma “Iugoslávia”.

Uma série de crises nos anos anteriores a 1914 solidificaram a Tríplice Entente ao ponto que os alemães sentiam que encaravam um “cerco” por forças superiores. Em 1911, quando a França tornou completa sua subjugação do Marrocos, a Alemanha se opôs veementemente. A crise subsequente revelou o quão próximas a Grã-Bretanha e a França tinham se tornado, conforme seus chefes militares discutiam enviar uma força expedicionária britânica ao longo do Canal em caso de guerra.13 Em 1913, um acordo naval secreto garantia que, no caso de hostilidades, a Marinha Real assumiria a responsabilidade de proteger a costa do Canal Francês enquanto a França manteria guarda no Mediterrâneo. “A entente Anglo-Francesa agora era praticamente uma aliança militar”.14 Na democrática Grã-Bretanha, tudo isso foi feito sem o conhecimento do povo, do parlamento, ou até mesmo do resto do governo.

A disputa sobre o Marrocos foi resolvida por uma transferência de território africano à Alemanha, demonstrando que as rivalidades coloniais, embora produzissem tensões, não eram centrais o suficiente para gerar guerra entre as potências. Mas a jogada francesa no Marrocos colocou em movimento uma série de eventos que trouxeram a guerra nos Bálcãs, e então à Grande Guerra. Conforme um antigo acordo, se a França tomasse o Marrocos, a Itália tinha o direito de ocupar o que hoje é a Líbia, naquele período em posse dos turcos otomanos. A Itália declarou guerra à Turquia, e a vitória italiana despertou o apetite dos pequenos Estados da Península Balcânica por aquilo que restou das posses europeias turcas.

A Rússia, especialmente depois de ser contrariada no Extremo-Oriente pelo Japão na guerra de 1904-1905, tinha grandes ambições nos Bálcãs. Nicholas Hartwig, embaixador russo altamente influente na Sérvia, era um pan-eslavista extremista, isto é, um adepto ao movimento de unir o povo eslavo sob a liderança russa. Hartwig orquestrou a formação da Liga Balcânica e, em 1912, Sérvia, Montenegro, Bulgária e Grécia declararam guerra à Turquia. Quando a Bulgária reivindicou a sua parte dos espólios, os seus antigos aliados, juntamente com a Romênia e a própria Turquia, avançaram sobre a Bulgária no ano seguinte, na Segunda Guerra Balcânica.

Essas guerras criaram uma grande inquietação na Europa, particularmente na Áustria, que temia o alargamento da Sérvia apoiada pela Rússia. Em Viena, o líder do exército, Conrad, pressionou por uma guerra preventiva, mas sua ideia era rejeitada pelo antigo Imperador, Franz Josef. A Sérvia emergiu dos conflitos balcânicos não apenas com um território largamente maior, mas também animada por um grandioso nacionalismo, que a Rússia estava feliz em fomentar. Sazonov, o Ministro Exterior russo escreveu a Hartwig: “As terras prometidas da Sérvia encontram-se no território da atual Hungria”, e o instruiu a ajudar a preparar os sérvios para “a futura e inevitável batalha”.15 Na primavera de 1914, os russos estavam orquestrando outra Liga Balcânica, sob a direção russa. Eles receberam grande apoio da França, cujo novo presidente, Raymond Poincaré, nascido em Lorena, era ele próprio um nacionalista agressivo. Era esperado que a nova liga, liderada pela Sérvia, pudesse fornecer cerca de um milhão de homens no flanco sudeste austríaco, quebrando os planos militares dos Impérios Centrais.16

O fortalecimento militar da Rússia era proporcional a suas ambições. Normam Stone escreveu sobre a Rússia de olho na Grande Guerra:

O exército continha 114½ divisões de infantaria em comparação com 96 alemãs, e continha 6.720 armas comparadas com 6.004 alemãs. A construção de rodovias estratégicas era tanta que por volta de 1917 a Rússia seria capaz de mandar quase uma centena de divisões para a guerra com os Impérios Centrais com dezoito dias de mobilização – apenas três dias atrás da Alemanha em termos de prontidão/rapidez. De maneira similar, a Rússia tornou-se, mais uma vez, um importante poder naval […] por 1913-1914 ela tinha gasto £24.000.000 em comparação com o gasto de £23.000.000 dos alemães.17

E isso sem contar a França.

O programa russo em curso clamou por uma imposição de forças ainda maior em 1917, quando pudessem necessitar: “Os planos de confisco por golpe naval da Constantinopla e dos Estreitos estavam a todo vapor, e uma convenção naval com a Grã-Bretanha permitiu a cooperação no Báltico contra a Alemanha”.18

A Rússia considerava a Alemanha um inimigo inevitável, porque a Alemanha nunca iria consentir com o confisco russo dos Estreitos ou a criação de um fronte balcânico liderada pelos russos cujo objetivo era o desaparecimento da Áustria-Hungria. A monarquia Habsburg era o último aliado alemão confiável, e sua desintegração em uma série de pequenos Estados de maioria eslava abriria o fronte sudeste da Alemanha ao ataque. A Alemanha poderia ser colocada em uma situação militarmente impossível, à mercê de seus inimigos continentais. A Áustria-Hungria tinha que ser preservada à todo custo.

As coisas tinham chegado a tal ponto que o Coronel Edward House, um confidente de Woodrow Wilson, viajando pela Europa para coletar informações para o presidente, reportou em Maio de 1914:

A situação é extraordinária. É uma corrida militarista louca e gritante […] Há tanto ódio, tanta inveja. Assim que a Inglaterra consentir, França e Rússia irão fechar o cerco sob a Alemanha e a Áustria.19

Esse artigo foi extraído do Capítulo 1 do livro Great Wars and Great Leaders: A Libertarian Rebuttal (2010). Esse capítulo é uma versão expandida de um ensaio que apareceu originalmente no livro The Costs of War: America’s Pyrrhic Victories (2001).

Notas

[1] Ludwig von Mises, Nation, State, and Economy: Contributions to the Politics and History of Our Time, Leland B. Yeager, trans. (New York: New York University Press, 1983), pp. 215–16.

[2] Alan Sharp, The Versailles Settlement: Peacemaking in Paris, 1919 (New York: St. Martin’s Press, 1991), p. 87. A Carta de Apresentação dos Aliados de 16 de Junho de 1919 preenchida sob o indiciamento, acusando a Alemanha de ter deliberadamente desencadeado a Grande Guerra a fim de subjugar a Europa, de “o maior crime” já cometido por um país supostamente civilizado. Karl Dietrich Erdmann, “War Guilt 1914 Reconsidered: A Balance of New Research”, em H. W. Koch, ed., The Origins of the First World War: Great Power Rivalries and German War Aims, 2nd ed. (London: Macmillan, 1984), p. 342.

[3] Sidney B. Fay, The Origins of the World War, 2 vols. (New York: Free Press, 1966 [1928]).

[4] Joachim Remak, The Origins of World War I, 1871–1914, 2nd ed. (Fort Worth, Tex.: Harcourt, Brace, 1995), p. 131.

[5] Veja Fritz Fischer, Germany’s Aims in the First World War (New York: W. W. Norton, 1967 [1961]); idem, War of Illusions: German Policies from 1911 to 1914 (New York: W. W. Norton, 1975 [1969]), Marian Jackson, trans.; Imanuel Geiss, July 1914: The Outbreak of the First World War, Selected Documents (New York: Charles Scribner’s, 1967 [1963–64]); e idem, German Foreign Policy, 1871–1914 (London: Routledge and Kegan Paul, 1975). O trabalho de John W. Langdon, July 1914: The Long Debate, 1918–1990 (New York: Berg, 1991) é uma pesquisa historiográfica útil, do ponto de vista Fischerita.

[6] H. W. Koch, “Introduction”, em idem, Origins, p. 11.

[7] Holger H. Herwig e Neil M. Heyman, eds., Biographical Dictionary of World War I (Westport, Conn.: Greenwood Press, 1982), p. 10.

[8] Fritz Stern, “Bethmann Hollweg and the War: The Limits of Responsibility,” em Leonard Krieger e Fritz Stern, eds., The Responsibility of Power: Historical Essays in Honor of Hajo Holborn (Garden City, N.Y.: Doubleday, 1967), p. 254. Cf. H. W. Koch, “Introduction,” p. 9: Fischer “ignora a prontidão fundamental das outras potências européias para ir à guerra, mas também os seus excessivos objetivos de guerra que fizeram qualquer forma de negociação de paz impossível. O que está faltando é critério comparativo e método”. Veja também Laurence Lafore, The Long Fuse: An Interpretation of the Origins of World War I, 2nd ed. (Prospect Heights, Ill.: Waveland Press, 1971), p. 22: “O tratamento de Fischer é bastante rigoroso sobre o lado alemão do assunto, e uma pesquisa mais ampla indica claramente que os alemães eram de modo algum as únicas pessoas que estavam preparadas para arriscar uma guerra e que tinham programas expansionistas em suas mentes”.

[9] A seguinte discussão baseia-se em Luigi Albertini, The Origins of the War of 1914, Isabella M. Massey, trans. (Westport, Conn: Greenwood, 1980 [1952]), 3 vols.; L. C. F. Turner, Origins of the First World War (New York: Norton, 1970); James Joll, The Origins of the First World War, 2nd ed. (Longman: London, 1992); Remak, Origins; e Lafore, The Long Fuse, entre outros trabalhos.

[10] George F. Kennan, The Fateful Alliance: France, Russia, and the Coming of the First World War (New York: Pantheon, 1984), p. 30.

[11] Ibid., pp. 247–52.

[12] Lafore, The Long Fuse, p. 134.

[13] Em Fevereiro de 1912, o chefe do exército francês, Joffre, declarou: “Todos os arranjos para o desembarque Inglês são feitos, até ao mais ínfimo detalhe, para que o Exército Inglês possa tomar parte na primeira grande batalha“. Turner, Origins, pp. 30–31.

[14] Ibid., p. 25.

[15] Albertini, Origins, vol. 1, p. 486.

[16] Egmont Zechlin, “July 1914: Reply to a Polemic”, em Koch, Origins, p. 372.

[17] Hew Strachan, The First World War, vol. 1, To Arms (Oxford: Oxford University Press, 2001), pp. 30, 63:

No Verão [de 1913], o governo francês interveio em negociações russas no mercado de ações francês com um empréstimo para financiar a construção de ferrovias. O objetivo francês era fazer pressão sobre a velocidade de mobilização russa, de modo a coordenar mutuamente apoio a ataques à Alemanha de leste e oeste …”. “Em 1914, os empréstimos franceses tinham permitido a construção de ferrovias estratégicas para que a mobilização russa pudesse ser acelerada e as primeiras tropas estivessem prontas para a batalha no prazo de quinze dias.

[18] Norman Stone, The Eastern Front, 1914–1917 (New York: Charles Scribner’s Sons, 1975), p. 18.

[19] Charles Seymour, ed., The Intimate Papers of Colonel House (Boston: Houghton Mifflin, 1926), vol. 1, p. 249.