O debate sobre juros entre Bastiat e Proudhon

No final de 1849 e começo de 1850, dois dos maiores expoentes do pensamento libertário francês, Frédéric Bastiat e Pierre-Joseph Proudhon, realizaram um debate ao longo de vários meses nas páginas do La Voix du Peuple [A Voz do Povo, no original em francês], jornal de Proudhon, sobre a natureza e a legitimidade da cobrança de juros.

Realismo e Abstração em Economia: Aristóteles e Ludwig von Mises contra Milton Friedman

O autor mostra como a abstração é entendida na tradição aristotélica e usa a compreensão aristotélica de abstração para mostrar como o argumento de Friedman pró irrealismo é confuso. Mostra ainda que essa crítica aristotélica de Friedman está implícita na obra de Ludwig von Mises. Em seguida demonstra que existe um uso austríaco legítimo para modelos irreais, que não é o uso que Friedman imagina. Por fim, explica como a crítica austro-aristotélica de Friedman contribui para a controvérsia e para os debates austríacos sobre apriorismo metodológico.

Anarquismo e Libertarianismo

"Libertarianismo" é entendido como um termo para uma ideologia política específica, descrito como sinônimo de anarquismo e, mais precisamente, o anarquismo comunista de Joseph Dejacque (1821-1864), cujo uso de "libertaire" nesse sentido data de 1857 - embora os anarquistas individualistas também tenham adotado o termo. Atualmente, no entanto, o termo "libertarianismo" é frequentemente associado, principalmente nos países de língua inglesa, a um movimento que defende mercados livres, propriedade privada e laissez-faire econômico, geralmente repousando ou na eficiência do sistema de preços como coordenando planos individuais ou então, sobre um princípio ético de autopropriedade ou não-agressão, que é levado a definir direito individuais contra interferência externa forçada nas pessoas e propriedade (justamente adquirida).

A Natureza da Lei – Parte III e IV

Na Parte I, eu defini lei como “a instituição ou conjunto de instituições numa sociedade que adjudica alegações conflitantes e garante conformidade numa maneira formal, sistemática e ordeira”.

Deveria agora estar claro que eu estava definindo lá a lei positiva, não a Lei no sentido estrito e tradicional discutido aqui. Um dos meus objetivos principais nas Partes I e II foi argumentar em favor de um tipo específico de sistema legal positivo – o anarquismo de mercado – como tanto moral quanto utilitariamente superior a outros sistemas. Minha conclusão lá pode ser agora reformulada do seguinte modo: o anarquismo de mercado é a variedade de lei positiva mais de acordo com a Lei em seu sentido apropriado.

Mas qual é a relação precisa entre a lei positiva e a Lei propriamente dita? À essa questão eu me volto agora.

A Natureza da Lei – Parte I e II

Lei pode ser definida como a instituição ou conjunto de instituições numa sociedade que adjudica alegações conflitantes e garante conformidade numa maneira formal, sistemática e ordeira. A lei assim definida é uma espécie de ordem social, mas não sua totalidade; existem também mecanismos menos formais para manter a ordem social. De fato, a maior parte da cooperação na sociedade depende de ordem informal ao invés da lei.

Por que uma lei objetiva requer a anarquia

E como os economistas austríacos, Ludwig von Mises e Friedrich A. Hayek mostraram, este argumento se aplica ao mercado de bens e serviços, tanto quanto para o mercado de ideias; a concorrência é um processo de descoberta, uma importante fonte de informação, mas uma na qual os dados se tornam progressivamente menos confiáveis assim que estão sob a direção e o controle de um Estado centralizado. Se isto é verdade para ideias, bens e serviços, por que não seria para uma lei também?

A “Esquerda e Direita” de Rothbard: Quarenta Anos Depois

Agora, acho que a palavra "capitalismo", se utilizada com o significado que a maioria das pessoas dá a ele, é um termo de pacote fechado. Por "capitalismo", a maioria das pessoas não quer dizer nem o livre mercado simpliciter, nem o predominante sistema neomercantilista simpliciter. Antes, o que a maioria das pessoas quer dizer com "capitalismo" é este sistema de livre mercado que atualmente prevalece no mundo ocidental. Em suma, o termo "capitalismo", como é geralmente usado, esconde uma suposição de que o sistema predominante é um livre mercado. E, uma vez que o sistema predominante é, na verdade, de favoritismo governamental em relação às empresas, o uso comum do termo carrega consigo a suposição de que o livre mercado é o favoritismo governamental em relação às empresas.

Libertarianismo de Esquerda: Seu Passado, Seu Presente, Sua Perspectiva

Este movimento leva seu rótulo de libertarianismo de esquerda não a partir do uso comparativamente recente por Vallentyne et al. mas da "esquerda libertária" que emergiu da aproximação muito breve entre libertarianismo de livre mercado e a Nova Esquerda (New Left) que ocorreu na década de 1960 e 1970 através do trabalho de autores como Roy Childs, Karl Hess, Murray Rothbard, Carl Oglesby e Samuel Konkin.

Anarquismo Libertário: Respostas a Dez Objeções

Uma objeção é a de que, na anarquia, o crime organizado tomará conta. Bem, poderia acontecer. Mas será provável? O crime organizado ganha poder por especializar-se em fazer coisas ilegais – coisas como drogas e prostituição e assim por diante. No decorrer dos anos quando o álcool era proibido o crime organizado especializou-se no comércio de álcool. Hoje, não é tão grande no comércio de álcool. Então o poder do crime organizado, em grande parte, depende do poder do governo. Ele é uma espécie de parasita das atividades do governo. Os governos, ao proibirem coisas, criam mercados paralelos. Os mercados paralelos são atividades perigosas de desempenhar porque você terá de preocupar-se tanto com o governo quanto com outras pessoas astuciosas que entram na área de mercado paralelo. O crime organizado especializa-se nisso. Acho, assim, que o crime organizado seria mais fraco, não mais forte, num sistema libertário.

Animais racionais, produtividade e virtudes constitutivas

Aristóteles de fato urge para que se almeje uma vida tão divina quanto possível, mas deixa claro que a natureza humana coloca restrições nesse objetivo e que realmente se tornar um deus não seria benéfico para um homem. Dessa forma, a melhor vida é a que navega entre os extremos do sub e do super-humano.