A brutal ascensão dos nazistas em Berlim

Na década de 20, Joseph Goebbels recebeu a difícil tarefa de construir apoio para o crescente Partido Nazista em Berlim, "a cidade mais vermelha da Europa depois de Moscou". Por volta de 1933, uma combinação de violência nas ruas e astúcia política conseguiu catapultar o partido à frente de seus rivais.

Lord Acton – Poder político corrompe

Poucos reconheceram os perigos do poder político com tanta clareza como Lord Acton. Ele entendia que os governantes colocam seus interesses acima de tudo e farão praticamente tudo para se manter no poder. Mentem rotineiramente. Difamam seus adversários. Se apropriam do patrimônio privado. Destroem propriedades. Às vezes assassinam pessoas e até marcam multidões para serem assassinadas. Em seus ensaios e palestras, Acton desafiava a tendência coletivista de sua época ao declarar que o poder político era uma fonte de maldade, não de redenção. Ele considerava o socialismo "o pior inimigo que a liberdade já teve de enfrentar".

Trabalho infantil durante a Revolução Industrial Inglesa

Durante o fim do século XVIII e o começo do século XIX, a Grã-Bretanha se tornou o primeiro país a se industrializar. Por conta disso, também foi o primeiro país onde a natureza do trabalho das crianças mudou tão dramaticamente que o trabalho infantil passou a ser um problema social e uma questão política. Este artigo examina o debate histórico sobre o trabalho infantil na Grã-Bretanha, a resposta política aos problemas com trabalho infantil, as evidências quantitativas sobre trabalho infantil durante os anos 1800, e as explicações econômicas para a prática do trabalho infantil.

Os donos do Brasil

Os verdadeiros "donos do Brasil" são os políticos. Não porque sejam os donos das coisas, mas porque são os donos de nós todos, os brasileiros, que somos apenas os donos das coisas. São eles que têm o poder de nos tornar mais ricos (os das elites empresariais que são beneficiados por alguma forma de proteção ou privilégio que o governo lhes concede), ou mais pobres (os que compõem a imensa maioria e que sofrem as consequências das medidas adotadas pelos políticos).

Governo é força

O governo é significativamente diferente de qualquer outra coisa na sociedade. É a única instituição que pode legalmente ameaçar e iniciar violência; ou seja, sob a lei, os seus servidores podem usar força física, até o ponto e incluindo força letal — não em defesa de vidas inocentes, mas contra indivíduos que não ameaçaram nem agrediram qualquer pessoa. “O governo não é razão. Não é eloquência”, disse George Washington. “O governo é força; como o fogo ele é um servo perigoso — e um mestre temível”.

Os fins justificam os meios?

Embora eu ignore qual seja a "sociedade melhor" que todos os revolucionários têm em mente e que geralmente, como demonstra a história, jamais conseguiram realizar, de uma coisa estou absolutamente certo: uma sociedade, qualquer que seja ela, para ser melhor do que a nossa, deverá ser menos violenta, até o limite do total desaparecimento da violência. Neste sentido e apenas neste se pode falar ajuizadamente de "extinção do Estado". Creio firmemente que enquanto os homens não conseguirem encontrar uma forma de desistir da violência para resolver seus conflitos, e não encontrarem uma forma de conviver sem recorrer à violência, quer se trate da violência das instituições, quer da violência daqueles que tentam destruir essas mesmas instituições, o curso da história continuará a ser o que sempre foi, ou seja, uma monótona e quase obsessiva tragédia de lágrimas e de sangue. Creio firmemente que o único e verdadeiro salto qualitativo da história humana é a passagem não do reino da necessidade ao reino da liberdade, mas do reino da violência ao reino da não-violência.

A lógica amarga da escolha pública

Frequentemente, economistas e cientistas sociais, e certamente o público em geral, encobrem as questões espinhosas da economia pública em uma sociedade democrática. A suposição de que existe um vínculo estreito entre o público e a comunidade política, e que uma determinada engrenagem está em vigor e operando corretamente para garantir esse vínculo estreito, simplesmente não é precisa.

Cisnes negros, borboletas e a economia

Infelizmente, vemos muito do tipo errado de pensamento como resposta à crise, o qual se origina de uma análise econômica baseada numa falsa metáfora: a economia como máquina. Nós ouvimos autoridades acusando o governo e os bancos de terem “dormido no ponto”. No entanto, em um sistema complexo, não existe um “interruptor”. Ouvimos pessoas pedindo como “consertá-la”, “operá-la” ou “regulá-la”, sugerindo que se o tipo certo de gênio controlasse as alavancas, teríamos o tipo certo de economia.

Livre mercado não significa ser pró empresas

Uma agenda de “livre mercado” é a mesma coisa que uma agenda “pró empresas”? Economistas da linha libertária se veem frustrados com tal fato, pois o nosso entusiasmo pelos mercados livres é frequentemente mal entendido como entusiasmo por certas formas de empresas ou interesses corporativos. No entanto, somente porque algo é bom para a empresa General Motors não significa que é necessariamente bom para os Estados Unidos.

Aborto, Abandono e Direitos Positivos

Começamos com três proposições: que as pessoas têm um direito a não serem tratadas como meros meios para os fins de outrem, que uma mulher que voluntariamente fica grávida ainda assim tem o direito a um aborto, e que uma mulher que voluntariamente dá à luz não tem o direito de abandonar sua criança até que encontre uma pessoa tutora substituta. Estas proposições inicialmente pareciam inconsistentes, pois a proibição de tratar outras pessoas como meros meios parecia eliminar a possibilidade de direitos positivos, tornando assim impossível conciliar o direito a abortar ou o direito a não ser abandonado (ambos os quais, se argumentou, são positivos na forma).