Adam Smith (1723-1790)

Com "A Riqueza das Nações", Adam Smith se estabeleceu como a principal fonte do pensamento econômico contemporâneo. Dessa fonte beberam David Ricardo e Karl Marx no século XIX, além de Keynes e Friedman no século XX.

A conexão entre George Orwell e Friedrich Hayek

Orwell, um homem da “esquerda”, não poderia permanecer calado frente aos horrores do estalinismo. Duas vezes – durante a Guerra Civil Espanhola e, novamente, no início da Guerra Fria – ele se recusou a permitir que seus companheiros permanecessem cegos para onde o seu coletivismo os tinha levado e para onde poderia levá-los novamente. Ele foi chamado de ferramenta consciente do fascismo, uma acusação severa considerando que tinha ido à Espanha lutar contra o fascismo. (No entanto, por alguns centímetros, a bala que penetrou no seu pescoço na Espanha poderia nos ter negado as advertências posteriores, a Revolta dos Bichos e 1984. Nós nunca teríamos conhecido o real dano causado pelos fascistas).

Os mercados precisam do governo?

A duradoura existência de mercados vibrantes sob condições de carência completa ou parcial de um Estado sugere que “regras do jogo” privadas têm de ser possíveis sem o governo. Esse capítulo examina essas regras, como elas surgem e como são impostas. Investiga se poderia existir algo como “leis da anarquia”. Considero duas grandes áreas do direito: o direito comercial ou contratual e o direito penal. A primeira parte desse capítulo examina como o direito contratual poderia ser proporcionado privadamente e apresenta provas dessa possibilidade. A segunda parte examina como o direito penal poderia ser proporcionado privadamente. Diferentemente do direito contratual, o problema do direito penal sob a anarquia mal tem sido abordado. Além de explorar essa questão teoricamente, também considero provas da evolução espontânea do direito penal sem o governo.

Virtudes Burguesas?

Entender quais ideias éticas construíram o mundo moderno muda a forma como você observa a economia e a ciência econômica. Se a inovação foi consequência, como eu argumentaria, de uma nova dignidade e liberdade pelo exercício das virtudes burguesas, então poderíamos ficar modestamente felizes quanto a isso, sem cair no pecado do orgulho. Se nosso edifício burguês não cresceu fundado sobre o imperialismo, ou a exploração, ou a trocas desiguais, como eu também argumentaria, então poderíamos admirá-lo, embora com autocrítica.

A Nova Tirania

Na manhã de domingo de 28 de fevereiro de 2010, os habitantes do distrito de Mubende, em Uganda, estavam na igreja quando escutaram o barulho de tiros. Eles saíram e viram homens incendiando suas lavouras e suas casas. Soldados afastavam os moradores sob a mira de armas; uma criança de oito anos ficou presa e morreu no fogo. Os soldados então removeram os 20 mil fazendeiros da terra que havia estado em suas famílias por várias gerações.

A razão de toda a violência foi um projeto de silvicultura financiado pelo Banco Mundial que precisava da terra.

Eugenia e economia na Era Progressista

Durante a Era Progressista, as abordagens eugênicas à reforma social e econômica eram populares, respeitáveis e generalizadas. Este ensaio documenta a influência das ideias eugênicas sobre a reforma econômica americana, especialmente nas áreas de imigração e reforma trabalhista, e tenta esclarecer algumas de suas causas e consequências. Embora nosso enfoque seja sobre economia, a eugenia serviu não menos, e possivelmente mais, a estudiosos de outras ciências emergentes da sociedade, especialmente sociologia e psicologia.

Os intelectuais e o socialismo

Em todos os países que adotaram o socialismo, a fase do desenvolvimento em que o socialismo se torna uma influência determinante na política foi precedida por muitos anos por um período durante o qual os ideais socialistas governavam o pensamento dos intelectuais mais ativos. Na Alemanha, esse estágio havia sido alcançado no final do século passado; na Inglaterra e na França, na época da Primeira Guerra Mundial. Para o observador casual, pareceria que os Estados Unidos haviam chegado a essa fase após a Segunda Guerra Mundial e que a atração de um sistema econômico planejado e dirigido é hoje tão forte entre os intelectuais americanos quanto entre os seus colegas alemães ou ingleses. A experiência sugere que, uma vez que esta fase tenha sido alcançada, é apenas uma questão de tempo até que as visões agora mantidas pelos intelectuais se tornem a força governante da política.

Ideias e a abolição da escravidão

A história da escravidão é um tema que vem chamando a atenção de vários historiadores contemporâneos. O crescente fascínio que ele desperta atualmente é, em parte, consequência de uma dura realidade: com exceção dos últimos duzentos anos, a escravidão esteve presente em quase todos os períodos históricos. Então, a grande pergunta é: por que e como uma instituição universalmente adotada praticamente desapareceu em quase todo o mundo em menos de cem anos?

A queda da República

Por aproximadamente cinco séculos, Res Publica Romana – a República Romana – deu ao mundo um nível sem precedentes de direitos individuais e império da lei. Quando a república se esvaiu, o mundo não veria essas maravilhosas conquistas novamente por mil anos.

Como Stalin escondeu a fome na Ucrânia do resto do mundo

A fome ucraniana e a mais geral, soviética, jamais foram reconhecidas oficialmente pela URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). No país, a fome nunca era mencionada. Toda discussão era ativamente reprimida; estatísticas, mudadas para escondê-la. O terror foi tão acachapante que o silêncio era completo. Fora do país, no entanto, o acobertamento necessitava de táticas diferentes, mais sutis. Elas são belamente ilustradas pelas histórias paralelas de Walter Duranty e Gareth Jones.