As Origens do Nazismo

É uma falha fundamental acreditar que o nazismo é um renascimento ou uma continuação das políticas e mentalidades do ancien régime ou uma exibição do "espírito prussiano". Nada no nazismo adota a corrente de ideias e instituições da antiga história alemã. Nem o nazismo nem o pan-germanismo, do qual o nazismo provém e de quem a consequente evolução representa, é derivado do prussianismo de Frederico Guilherme I ou Frederico II, chamado o Grande.

A pretensão do conhecimento

Os fenômenos essencialmente complexos — como são as estruturas sociais — apresentam, porém, problemas específicos que me levam a reformular em termos mais gerais não só as razões pelas quais é maior, para esses campos, o número de obstáculos intransponíveis quando se deseja prever determinados acontecimentos, mas também os motivos que nos levam a agir como se tivéssemos conhecimento científico suficiente para superar tais obstáculos, atitude que dificulta em muito o avanço do intelecto humano.

Mises sobre a mente e o método

Tornou-se um truque popular entre as pessoas que não estão preparadas para lidar com os argumentos econômicos reais da Escola Austríaca tentar encerrar rapidamente o debate, esperneando, como zumbis, "não científica!" sem possuírem praticamente nenhuma familiaridade, além daquilo que foram ensinadas na graduação, com até mesmo as questões epistemológicas relativas às ciências naturais, e muito menos com as ainda mais negligenciadas questões epistemológicas das ciências sociais.

A brutal ascensão dos nazistas em Berlim

Na década de 20, Joseph Goebbels recebeu a difícil tarefa de construir apoio para o crescente Partido Nazista em Berlim, "a cidade mais vermelha da Europa depois de Moscou". Por volta de 1933, uma combinação de violência nas ruas e astúcia política conseguiu catapultar o partido à frente de seus rivais.

Lord Acton – Poder político corrompe

Poucos reconheceram os perigos do poder político com tanta clareza como Lord Acton. Ele entendia que os governantes colocam seus interesses acima de tudo e farão praticamente tudo para se manter no poder. Mentem rotineiramente. Difamam seus adversários. Se apropriam do patrimônio privado. Destroem propriedades. Às vezes assassinam pessoas e até marcam multidões para serem assassinadas. Em seus ensaios e palestras, Acton desafiava a tendência coletivista de sua época ao declarar que o poder político era uma fonte de maldade, não de redenção. Ele considerava o socialismo "o pior inimigo que a liberdade já teve de enfrentar".

Trabalho infantil durante a Revolução Industrial Inglesa

Durante o fim do século XVIII e o começo do século XIX, a Grã-Bretanha se tornou o primeiro país a se industrializar. Por conta disso, também foi o primeiro país onde a natureza do trabalho das crianças mudou tão dramaticamente que o trabalho infantil passou a ser um problema social e uma questão política. Este artigo examina o debate histórico sobre o trabalho infantil na Grã-Bretanha, a resposta política aos problemas com trabalho infantil, as evidências quantitativas sobre trabalho infantil durante os anos 1800, e as explicações econômicas para a prática do trabalho infantil.

Os donos do Brasil

Os verdadeiros "donos do Brasil" são os políticos. Não porque sejam os donos das coisas, mas porque são os donos de nós todos, os brasileiros, que somos apenas os donos das coisas. São eles que têm o poder de nos tornar mais ricos (os das elites empresariais que são beneficiados por alguma forma de proteção ou privilégio que o governo lhes concede), ou mais pobres (os que compõem a imensa maioria e que sofrem as consequências das medidas adotadas pelos políticos).

Governo é força

O governo é significativamente diferente de qualquer outra coisa na sociedade. É a única instituição que pode legalmente ameaçar e iniciar violência; ou seja, sob a lei, os seus servidores podem usar força física, até o ponto e incluindo força letal — não em defesa de vidas inocentes, mas contra indivíduos que não ameaçaram nem agrediram qualquer pessoa. “O governo não é razão. Não é eloquência”, disse George Washington. “O governo é força; como o fogo ele é um servo perigoso — e um mestre temível”.

Os fins justificam os meios?

Embora eu ignore qual seja a "sociedade melhor" que todos os revolucionários têm em mente e que geralmente, como demonstra a história, jamais conseguiram realizar, de uma coisa estou absolutamente certo: uma sociedade, qualquer que seja ela, para ser melhor do que a nossa, deverá ser menos violenta, até o limite do total desaparecimento da violência. Neste sentido e apenas neste se pode falar ajuizadamente de "extinção do Estado". Creio firmemente que enquanto os homens não conseguirem encontrar uma forma de desistir da violência para resolver seus conflitos, e não encontrarem uma forma de conviver sem recorrer à violência, quer se trate da violência das instituições, quer da violência daqueles que tentam destruir essas mesmas instituições, o curso da história continuará a ser o que sempre foi, ou seja, uma monótona e quase obsessiva tragédia de lágrimas e de sangue. Creio firmemente que o único e verdadeiro salto qualitativo da história humana é a passagem não do reino da necessidade ao reino da liberdade, mas do reino da violência ao reino da não-violência.

A lógica amarga da escolha pública

Frequentemente, economistas e cientistas sociais, e certamente o público em geral, encobrem as questões espinhosas da economia pública em uma sociedade democrática. A suposição de que existe um vínculo estreito entre o público e a comunidade política, e que uma determinada engrenagem está em vigor e operando corretamente para garantir esse vínculo estreito, simplesmente não é precisa.