Fascismo

A imagem de um líder forte assumindo responsabilidade direta sobre a economia durante momentos de crise fascinou observadores estrangeiros. A Itália foi um dos lugares onde Franklin Roosevelt buscou ideias em 1933. Criada por Roosevelt, o National Recovery Act (NRA) tentou cartelizar a economia americana, da mesma forma que Mussolini cartelizara a italiana. Sob a NRA, Roosevelt estabeleceu conselhos para toda a indústria, com poder de determinar e aplicar preços, salários e outras formas de emprego, produção e distribuição para todas as companhias de determinada indústria. Por meio da Lei de Ajuste da Agricultura, o governo exerceu um controle similar sobre os agricultores.

Prelúdio para a Primeira Guerra Mundial

Uma série de crises nos anos anteriores a 1914 solidificaram a Tríplice Entente ao ponto que os alemães sentiam que encaravam um “cerco” por forças superiores. Em 1911, quando a França tornou completa sua subjugação do Marrocos, a Alemanha se opôs veementemente. A crise subsequente revelou o quão próximas a Grã-Bretanha e a França tinham se tornado, conforme seus chefes militares discutiam enviar uma força expedicionária britânica ao longo do Canal em caso de guerra. Em 1913, um acordo naval secreto garantia que, no caso de hostilidades, a Marinha Real assumiria a responsabilidade de proteger a costa do Canal Francês enquanto a França manteria guarda no Mediterrâneo. “A entente Anglo-Francesa agora era praticamente uma aliança militar”. Na democrática Grã-Bretanha, tudo isso foi feito sem o conhecimento do povo, do parlamento, ou até mesmo do resto do governo.

Direitos às armas como restrições deônticas

Para argumentar que a proibição não viola os direitos de ninguém, Dixon e McMahan devem sustentar que todos os indivíduos ficam mais seguros com a proibição de armas; nenhum risco individual de sofrer crimes violentos aumenta. Mas isso é certamente falso. Considere o caso da mulher que quer comprar uma arma para se proteger de seu ex-marido mentalmente instável e afastado. O ex-marido a supera em 40 kg. Ele já abusou dela antes. A polícia não pode ou não irá protegê-la; eles não estacionarão um carro na frente da casa dela a noite toda, nem enviarão um oficial para segui-la o dia inteiro. Ela não tem esperança de se defender sem uma arma. Ela não está mais segura se ela e o ex-marido forem legalmente proibidos de comprar armas; ela irá ficar à sua mercê.

A pílula da clareza, parte 2 de 5: Uma teoria do erro generalizado

Colocar uma igreja no comando do governo não é colocar Deus no comando do governo. Colocar um mercado da verdade no comando do governo não é colocar a verdade no comando do governo.

Igualdade: O Ideal Desconhecido

Dada a vasta desigualdade de autoridade entre o aparato estatal e seus súditos — ou seja, dada a vasta desigualdade socioeconômica entre eles —, como é possível que aqueles que se consideram tão dedicados à igualdade humana prontamente se tornem apologistas do Estado? Isso é algo que atordoa os libertários. Não dá para entender como é que aqueles que demonstram tamanha sensibilidade em relação a restrições de escolha e a diferenças de poder de barganha, quando estas derivam de fatores de mercado, se tornam tão incrivelmente cegos para as restrições de escolha e os desiguais poderes de barganha gerados pelo braço armado do Estado, o qual tem plenos poderes para impingir suas demandas por meio da violência legalizada.

Keynes sobre eugenia, raça e controle populacional

A literatura sobre a vida e as ideias de John Maynard Keynes é enorme. No entanto, seus defensores negligenciaram seus pontos de vista sobre a população. Por quê? Suas ideias nesta área são altamente problemáticas. Este artigo fornece documentação que mostra que Keynes defendia extensos controles governamentais sobre o tamanho e a qualidade da população.

O Estado

Não se deve jamais esquecer que as nações não declaram guerra umas às outras, nem mesmo no sentido mais estrito são as nações que se enfrentam. Muito se tem falado que as guerras modernas são guerras de povos inteiros, não de dinastias. Mas não é porque a nação está arregimentada e porque seus recursos estão sendo direcionados à guerra que o país enquanto país está lutando. É o país organizado como um Estado que está lutando, e somente como um Estado poderia lutar. Então, literalmente, são Estados que fazem guerras uns com os outros, não povos. Governos são os agentes dos Estados, e são os governos que declaram guerra uns contra os outros, agindo de acordo com os interesses do grande ideal do Estado que representam.

O debate sobre juros entre Bastiat e Proudhon

No final de 1849 e começo de 1850, dois dos maiores expoentes do pensamento libertário francês, Frédéric Bastiat e Pierre-Joseph Proudhon, realizaram um debate ao longo de vários meses nas páginas do La Voix du Peuple [A Voz do Povo, no original em francês], jornal de Proudhon, sobre a natureza e a legitimidade da cobrança de juros.

Ação Humana, 1949: um episódio dramático na história intelectual

O termo "drama" pode parecer deslocado em relação a um tomo sério a respeito das fundações de uma disciplina séria. Mas Ação Humana não é uma obra qualquer. Na época de seu lançamento, considerou-se que a obra foi escrita de maneira friamente rigorosa, articulando uma visão de mundo particular a um entendimento de mundo particular — isso quando se achava que essa visão de mundo e esse entendimento já tinham sido varridos do cenário profissional. O livro acabou sendo sumariamente descartado, e subsequentemente ignorado, como se não passasse do último suspiro de uma tradição intelectual decadente. Mas essa opinião estava terrivelmente equivocada.

Cinquenta anos de FEE; Cinquenta anos de progresso da economia austríaca

Nesta época do jubileu de ouro da FEE (Foundation for Economic Education), os pensamentos de um economista austríaco concentram-se naturalmente no papel central que a Fundação desempenhou na sobrevivência e ressurgimento da economia austríaca durante o século XX. O estado e as perspectivas da economia austríaca em 1996 são muito mais saudáveis ​​e promissoras do que há cinquenta anos. Este ensaio esboça brevemente alguns destaques dos desenvolvimentos ocorridos nessas cinco décadas e chama a atenção para a importante contribuição da FEE a esse respeito.