Os fatos das Ciências Sociais

O que queremos dizer quando falamos de "certo tipo de fatos"? Eles nos são dados como fatos de certo tipo, ou nós que os tornamos o que são ao olhar para eles de certa maneira? Evidentemente, todo o nosso conhecimento do mundo externo é de uma forma derivado da percepção dos sentidos e, portanto, de nosso conhecimento dos fatos físicos. Mas isso significa que todo o nosso conhecimento é apenas de fatos físicos? Isso depende do que queremos dizer com "um tipo de fatos"

Cidades, Mercadores e Liberdade

O presente artigo tem por objetivo explorar uma dessas sociedades: a “sociedade dos burgos”. Será abordado como ela nasceu e em que contexto isso aconteceu, como prosperou e como se deu seu fim.

A economia subjetivista de James Buchanan

Buchanan escreveu, “a 'ordem' do mercado emerge somente do processo de troca voluntária entre os indivíduos participantes. A 'ordem' é, propriamente, definida como o resultado do processo que a produz. Ela, o resultado da alocação e distribuição, não pode existir independente do processo de troca. Ausente esse processo, não existe e nem pode existir uma 'ordem'”.

O Mito do Eleitor Racional

Há uma eleição à vista. Será que os eleitores sabem o que estão fazendo? De acordo com o economista comum – e vários cientistas políticos – a resposta é “Não, mas isso não importa.” Como isso poderia não importar?

O Conceito de Liberalismo no Brasil (1750-1850)

O objetivo deste artigo é examinar o conceito de liberalismo no Brasil durante a passagem do século XVIII para o XIX, destacando algumas especificidades do discurso brasileiro em relação à Europa e aos demais países americanos. Além disso, o liberalismo é abordado em seus desdobramentos conceituais imediatos (liberais, governo representativo, constituição) e seus contra-conceitos (absolutismo, despotismo, corcundismo), tanto no contexto dos debates da época da independência, como também no desenrolar da luta político-partidária da primeira metade do século XIX.

O que deixa os ricos mais ricos e os pobres mais pobres?

A História de Taine mostra claramente que a classe média foi a que mais sofreu com a Revolução Francesa. A atenção sempre se volta para os nobres, que foram roubados e guilhotinados. Entretanto, quando nos debruçamos sobre a vida naquele período, vemos que, considerando a nação durante os anos de desordem revolucionária, as vítimas foram aqueles que tinham qualquer propriedade, do agricultor ou pequeno comerciante ao indivíduo rico. Os ricos compraram sua liberdade e os nobres foram substituídos por uma nova gangue de parasitas sociais enriquecidos pelo saque e a extorsão. Esses últimos chegam mais perto do tipo de “comitê” que se espera ter em uma sociedade socialista do que qualquer outra coisa na história.

A história libertária da ficção científica

O que nos leva a uma razão final pela qual os autores libertários optam por expressar suas ideias através de uma lente de ficção científica. Embora as distopias satirizem e alegorizem os sistemas políticos e as práticas sociais defeituosas que governam o mundo que conhecemos, a ficção científica costuma explorar mais novos mundos e sistemas. Ao contrário da “ficção literária tradicional, que se passa principalmente no mundo atual ou no passado histórico”, escreve Somin, “a ficção científica […] facilita aos autores explorar ideologias [como o libertarianismo] que diferem radicalmente daquelas dominantes no mundo real”- ideologias que, diferentemente do socialismo, nunca foram realmente tentadas.

Liberalismo vs. Fascismo

E Spencer viu a Inglaterra começando a seguir os passos da Alemanha; ele observou com alarme "uma extensão manifesta do espírito militarista e da disciplina entre a polícia, que, usando chapéus em forma de capacete, começando a carregar revólveres e se encarando como meio soldados, passou a falar do povo como 'civis' ", e ele se opôs à "crescente assimilação das forças voluntárias ao exército regular, passando a propor a disponibilização no exterior, para que, em vez de ações defensivas para as quais foram criadas, possam ser usadas como ações ofensivas."

O que torna a brutalidade policial possível?

Tal desigualdade é, sem dúvida, inerente à instituição do próprio Estado. Todos os Estados, mesmo os supostamente democráticos, reservam para seus agentes certos direitos negados ao resto da população. E é nossa aquiescência do Estado que permite visualizar a polícia, até mesmo a polícia do campus, não como nossos iguais, mas como nossos mestres - o que lhes permite se safarem com abusos como este.

A nova astrologia

Nos mundos hipotéticos dos mercados racionais, onde grande parte da teoria econômica é definida, talvez. Mas a história do mundo real conta uma história diferente, de modelos matemáticos disfarçados de ciência e de um público ansioso por comprá-los, confundindo equações elegantes com precisão empírica.