Por que os libertários acreditam que só existe um direito

Lembre-se também de que, se direitos são padrões externos de avaliação das instituições políticas, eles não podem, sem recair em circularidade, ser definidos com apelo a essas instituições; ao contrário, para parafrasear Jefferson, os governos são instituídos entre os homens para garantir direitos definidos de forma independente. Portanto, não é possível que exista um direito básico de ser tratado de uma certa maneira pelo governo; qualquer direito dessa natureza deve ser reduzido aos direitos válidos em relações interpessoais comuns. O sistema libertário de direitos de propriedade é passível de descrição dessa maneira; a posição estatista-assistencialista, aparentemente, não.

O Estado

Não se deve jamais esquecer que as nações não declaram guerra umas às outras, nem mesmo no sentido mais estrito são as nações que se enfrentam. Muito se tem falado que as guerras modernas são guerras de povos inteiros, não de dinastias. Mas não é porque a nação está arregimentada e porque seus recursos estão sendo direcionados à guerra que o país enquanto país está lutando. É o país organizado como um Estado que está lutando, e somente como um Estado poderia lutar. Então, literalmente, são Estados que fazem guerras uns com os outros, não povos. Governos são os agentes dos Estados, e são os governos que declaram guerra uns contra os outros, agindo de acordo com os interesses do grande ideal do Estado que representam.

Os muitos monopólios

Nós, libertários, defendemos a liberdade econômica, não as grandes empresas. Defendemos mercados livres, não a economia corporativa. Como seria uma sociedade baseada em mercados liberados? Sem dúvida, totalmente diferente dos mercados controlados que temos hoje em dia. Mas com que frequência ouvimos que o desemprego em massa, as crises financeiras, as catástrofes ecológicas e o status quo econômico resultam da voracidade dos “mercados desregulados”? Como se estivessem por toda a parte!